Campanha Salarial de 2016/2017 chega ao fim

Na audiência realizada no TRT - Tribunal Regional do Trabalho em 30 de janeiro de 2017, entre os sindicatos dos patrões e dos trabalhadores, as partes chegaram a um acordo e encerraram as negociações da Campanha Salarial de 2016/2017.

O Acordo ficou assim (veja circular anexa):

Cláusula do Reajuste Salarial

Reajuste Salarial de 7,39% (100% do IBGE), a serem pagos da seguinte forma:

1. Aumentar o salário em 5% a partir de 01/12/2016;

2. Em 01/02/2017 aumentar o salário com a diferença que faltar para se atingir 7,39%;

As empresas que não aplicaram nenhum percentual em dezembro de 2016, deverão aplicar 7,39% em 01/02/2017 efetuando o pagamento retroativo referente ao reajuste de 5% (que é devido nos meses de dezembro/2016 e janeiro/2017), com reflexos em todas as verbas trabalhistas, a exemplo de férias, FGTS, décimo terceiro, e também nas verbas pagas aos demitidos no mesmo período. O mesmo reajuste e critérios deverá ser considerado para o piso da categoria.

Demais Cláusulas

O Tribunal determinou a aplicação de multa de 30% para as empresas que descumprirem quaisquer cláusula do acordo firmado, inclusive as cláusulas que foram renovadas, já que são objeto do acordo também.

Ficam integralmente mantidas (com as correções que se fizerem necessárias) as demais Cláusulas da Convenção Coletiva de 2015/2016, exceto a Claúsula 50 (Contribuição Retributiva);

Portanto, ficou suspenso o recolhimento da Contribuição Retributiva em 2017. Ficou excluída também a proposta patronal de Banco de Horas. “Não ao Banco de Horas” é uma decisão de Congresso da categoria e foi ratificada nas duas assembleias da Campanha Salarial e nas assembleias de porta de fábrica. A suspenção da Contribuição Retributiva foi um ataque ao sindicato e a organização dos trabalhadores. Mas, o Sindicato não aceitou transformá-la em moeda de troca para os patrões implantarem o Banco de Horas.

O Sindicato sai de cabeça erguida e com força para continuar lutando pelos interesses dos trabalhadores!