A luta contra as Reformas de Temer continua!

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Apesar das greves gerais de 28 de abril e 30 de junho e da ocupação de Brasília em 24 de maio último, os trabalhadores ainda não conseguiram derrubar Temer e suas Reformas Trabalhistas e Previdenciária.

O governo odiado e corrupto de Temer, com menos de 2% de aprovação, não tem nenhuma moral mas insiste em atacar os direitos dos trabalhadores para beneficiar os patrões. Temer acabou de sancionar a Reforma Trabalhista, que foi votada no Senado em 13 de julho. Os trabalhadores não desistirão!

A luta continua até derrubarmos Temer e impedir a implantação da Reforma Trabalhista!

Temer sanciona Reforma Trabalhista e ataques passam a valer em 120 dias. Vamos lutar para revogar!

A sanção da Reforma Trabalhista pelo presidente Michel Temer (PMDB), nesta quinta-feira (13), apenas dois dias depois da aprovação no Senado Federal, revela a pressa do governo em ver implementadas as profundas alterações que a proposta contém. Com a publicação no Diário Oficial da União, as mudanças passam a valer em 120 dias.

As mais de 100 alterações feitas na CLT (veja um resumo na página 3, ao lado) resultarão na mais absoluta precarização das condições de trabalho no país, em vários aspectos, como contratos de trabalho, jornada, salários, normas de saúde e segurança, no acesso à Justiça do Trabalho, entre outros.

Esses corruptos não têm moral para atacar nossos direitos Fruto de reivindicações históricas de organizações empresariais como CNI e Fiesp, a reforma tem o único objetivo de facilitar o aumento da exploração dos trabalhadores brasileiros e garantir mais lucros às empresas em detrimento de um retrocesso sem precedentes nos direitos.

Aliás, foi um Senado majoritariamente formado por senadores corruptos e empresários que aprovou a medida. Levantamento do site Congresso em Foco verificou que dos 50 senadores que votaram a favor do texto, 37 têm participação em empresas privadas.

A essência desta reforma parte da prevalência do negociado sobre o legislado, o que vai abrir caminho para a total insegurança para os trabalhadores e perda de direitos.

A luta dos trabalhadores deve ser pela derrubada integral das Reformas do governo Temer.

Não aceitamos qualquer negociação com esse governo corrupto, pior ainda, que isso se dê em troca do Imposto Sindical ou da criação de qualquer outra contribuição.

Os trabalhadores se mobilizaram no último período e deram demonstração de sua força e de que há disposição para lutar.

Diante desta reforma aprovada a indignação e a revolta são grandes. Todas as Centrais Sindicais devem continuar mobilizadas para cumprir seu efetivo papel de defesa dos direitos dos trabalhadores e retomar o processo de mobilização nas ruas e nos locais de trabalho, para revogar integralmente a Reforma Trabalhista e a lei da terceirização e barrar de vez todos os ataques deste governo e do Congresso Nacional em favor dos patrões.