
Após a grande assembleia e o protesto realizado na porta da Wheaton, no dia 9 de julho, que reuniu trabalhadores e trabalhadoras contra a implantação do banco de horas, o Sindicato dos Vidreiros e Vidreiras se reuniu com a direção da empresa para exigir a suspensão da medida.
Durante a reunião, o Sindicato reafirmou que a categoria rejeita o banco de horas porque esse modelo substitui o pagamento das horas extras por simples compensação em folgas, retirando dos trabalhadores o direito ao adicional legal de, no mínimo, 50% sobre as horas trabalhadas.
A empresa alegou que a medida seria necessária “pelo momento que está vivendo” e afirmou que a legislação permite sua adoção. No entanto, ignorou que existe uma Convenção Coletiva de Trabalho, assinada pela própria Wheaton, que deve ser respeitada.
O Sindicato foi firme ao informar que não assina acordo de banco de horas e que seguirá organizando a luta dentro da fábrica para defender os direitos da categoria. Diante da posição dos trabalhadores e da entidade sindical, a empresa informou que apresentará uma nova proposta, que será analisada pelo Sindicato e debatida com os trabalhadores antes de qualquer encaminhamento.
A direção do Sindicato reforça que sua posição permanece a mesma: não ao banco de horas. Direitos conquistados não podem ser substituídos por propostas que retiram renda dos trabalhadores.
Maior fábrica da categoria, piores benefícios
Além da tentativa de implantar o banco de horas, a Wheaton continua impondo acordos individuais aos trabalhadores. Na prática, porém, a medida é coletiva, já que setores inteiros estão sendo pressionados a aderir. Para o Sindicato, esse tipo de prática desrespeita a vontade da categoria e enfraquece direitos garantidos na Convenção Coletiva.
Existe Convenção Coletiva e ela tem que ser respeitada.
Maior fábrica da categoria, piores benefícios. Não ao banco de horas!

