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Carta de oposição vai contra você mesmo!

Para os patrões, não há dúvida: quanto mais fraco estiver o Sindicato, melhor para eles. Um sindicato enfraquecido significa menos resistência, mais exploração e maior facilidade para retirar direitos. Foi exatamente esse o espírito da reforma Trabalhista de 2017, que acabou com a contribuição sindical obrigatória com o objetivo claro de desorganizar a classe trabalhadora.

Apesar disso, os trabalhadores nunca abriram mão do Sindicato, porque sabem que somente a organização coletiva é capaz de garantir direitos, salários dignos e condições de trabalho decentes. Mesmo assim, é inegável que, após a reforma, o enfrentamento se tornou mais duro e desigual.

A categoria vidreira possui uma Convenção Coletiva de Trabalho reconhecidamente avançada, com cláusulas sociais e econômicas que garantem direitos acima do que prevê a legislação. Nada disso caiu do céu. Essas conquistas são fruto de um Sindicato forte, combativo e presente nos locais de trabalho. Quando o Sindicato é enfraquecido, a CCT corre riscos e os direitos podem retroceder. Quando o Sindicato está fortalecido, os direitos avançam e novas conquistas se tornam possíveis.

Diante desse cenário, a categoria aprovou em assembleia a inclusão da contribuição assistencial na Convenção Coletiva. Essa contribuição é descontada em folha de todos os trabalhadores beneficiados pela CCT e corresponde a 4% do salário, divididos em quatro parcelas.

Atenção: esses 4% é a soma anual, ou seja, será somente 1% por parcela).

Esse valor equivale a apenas 35% do que um associado contribui ao longo de um ano. Vale reforçar que os sócios do Sindicato não pagam a contribuição assistencial, pois já contribuem mensalmente para fortalecer a entidade.

Quando você leva sua carta de oposição, você está dizendo que é contra qualquer conquista.

O Sindicato dos Vidreiros e Vidreiras representa trabalhadores e trabalhadoras em centenas de empresas no estado de São Paulo. Organizar campanhas salariais, enfrentar patrões, negociar acordos e defender direitos exige estrutura e recursos. Transporte, materiais de comunicação, assessoria jurídica, manutenção da sede e das subsedes fazem parte dessa luta cotidiana. A contribuição assistencial existe para garantir que o Sindicato continue cumprindo esse papel.

Aos que optarem por não contribuir, o direito de oposição está assegurado, conforme as regras aprovadas em assembleia geral da categoria e previstas na Convenção Coletiva de Trabalho vigente.

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